segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma questão de saúde - Glândula Tiroidiana.


Não abrir mão de si mesma, se ter como prioridade é também uma questão de saúde.  Vou aproveitar as férias para fazer um check-up aqui em casa.

Aparador do corredor que levam aos quartos, com fotos da família.


Tenho nódulos hemorrágicos na glândula tireoidiana e estou enrolando para operar desde ano passado. Mais ou menos quando tinha uns 25 anos, foi diagnosticado como nódulo canceroso, não me deixei convencer e fui para uma segunda opinião. Exames e mais exames, espera, ansiedade, tristeza, preocupação.... No dia de fazer a punção aspirativa o travesseiro amanheceu com sangue, estranhei e fiz o exame apreensiva, dias depois o resultado: Nódulo hemorrágico. Hoje aos 36 anos só preciso operar, retirar o nódulo, pq está atrapalhando minha respiração, minha alimentação... Se distraída, constantemente engasgo com minha saliva. Minha mãe (guerreira) operou e se curou de um câncer na tireóide ano passado... É a primeira a me dizer para não fazer a cirurgia: "se não é maligno pra que operar"? Isto pq, sem falar do iodo, após a operação com a falta da glândula tireoidiana vivemos a base de medicamentos - Puran. Medicamento este que traz uma série de outros problemas - reações adversas. Enfim, é uma decisão importante a ser tomada... Mas independente da decisão, os exames periódicos são necessários, sangue, punção e etc - já eram pra ter sido feitos em maio do ano passado, adiei até o presente momento. Meu filhos também fazem exames periódicos... No caso da Letícia o problema da tireóide já foi diagnosticado logo no exame do pesinho. Quando ela tinha apenas um mês de vida, fomos encaminhados a AACD - ou foi APAE? (não lembro) para fazer um exame de sangue a ponto de descobrir se não teve consequências maiores (pode ocorrer retardo mental), mas graças a Deus o problema era apenas na tireoide. A partir de então Letícia fazia exames de 6 em 6 meses: T3, T4 e TSH... Incluindo exames anuais de idade óssea. Hoje ela e o Lucas fazem uma vez por ano, juntamente comigo... Logo, os exames deles também estão atrasados. O que não pode e não se deve fazer... Os nódulos são silenciosos e todo cuidado é pouco. Nestes casos, sempre contamos com a prevenção. 


NÓDULOS DE TIREÓIDE
Sinônimos e Nomes populares:
Bócio uninodular; caroço na tireóide, caroço no pescoço.
O QUE É?
São lesões arredondadas (ovóides) que se desenvolvem na glândula tireóide, situados na região anterior e inferior do pescoço. Podem ser únicos ou múltiplos. Quando são únicos, são denominados nódulos isolados ou únicos (também denominados bócios uninodulares). Quando múltiplos, constituem o bócio multinodular. São provocados por tumores benignos, tumores malignos, cistos, doenças inflamatórias (tireoidites) e bócio colóide nodular.
COMO SE DESENVOLVE?
Dependendo da causa, os nódulos são provocados por várias doenças.
Os nódulos isolados ou únicos podem ser provocados por: 
 
cistos,
tumores benignos (adenomas foliculares),
bócio colóide ou, mais raramente,
carcinoma de tireóide.


Quando múltiplos, são em geral decorrentes de bócio colóide ou processos inflamatórios (tireoidites). Quando ocorrer um nódulo maior do que os restantes (nódulo dominante) pode ser provocado por tumoração maligna, especialmente em nosso meio, onde ainda existem áreas carentes de iodo. A carência na ingesta de iodo pode provocar o bócio endêmico (ver item específico desse site) que na sua evolução leva a um bócio nodular (formação de vários nódulos). Entre esses nódulos pode ocorrer a evolução de um deles para neoplasia maligna de tireóide, situação na qual se observará um crescimento progressivo de um nódulo, formando o que se denomina de "nódulo dominante".
O QUE SE SENTE ?
Os nódulos em geral são assintomáticos, provocando sintomas locais quando alcançam grandes volumes.
Esses sintomas são: 
 
dificuldade para engolir alimentos,
dificuldade respiratória,
rouquidão; voz rouca e com duas tonalidades,
dilatação das veias do pescoço e, muito raramente,
dor local.

Além dos sintomas locais, podem ocorrer sinais e sintomas de diminuição (hipotireoidismo) ou aumento (hipertireoidismo) da tireóide. Essas alterações estão descritas em itens específicos desse site.

Em nódulos isolados ou únicos, é importante definir aqueles que têm um risco maior de desenvolver câncer. Os pacientes com maior risco de apresentarem câncer de tireóide são do sexo masculino, com idade menor que 30 e maior que 60 anos, com nódulo de início recente, de crescimento progressivo, que realizaram aplicações de radioterapia na face ou no pescoço, cujo nódulo tem consistência endurecida à palpação, que está aderido a outras estruturas do pescoço, que apresenta gânglios linfáticos também palpáveis, e cujo paciente apresenta rouquidão ou dificuldade para engolir os alimentos.Além dos sintomas locais, podem ocorrer sinais e sintomas de diminuição (hipotireoidismo) ou aumento (hipertireoidismo) da tireóide. Essas alterações estão descritas em itens específicos desse site.
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico é estabelecido a partir da história clínica e de uma avaliação clínica adequada que inclui o exame detalhado do pescoço e a pesquisa dos sinais e sintomas de diminuição ou aumento de funcionamento da tiróide.
A partir da avaliação médica inicial, o paciente deverá realizar avaliação da função da tiróide com dosagens de seus hormônios, inicialmente através da medida do TSH, e se necessário, com as dosagens de T4 e raramente T3.
Além disso é útil também a realização de uma ecografia do pescoço para avaliação das características da tiróide, o que irá determinar se existe apenas um ou mais nódulos na glândula, e quais são as características destes nódulos.
Na presença de dosagens hormonais normais e de nódulo único, deve ser realizada uma punção aspirativa do nódulo que esclarecerá com detalhe a sua origem. Se existem vários nódulos, porém um deles é proeminente, o mesmo deverá ser puncionado para um diagnóstico detalhado.
Nos casos em que se suspeita de hipertireoidismo, o paciente pode necessitar da realização de uma cintilografia de tireóide.
Em casos de bócio difuso e na suspeita de hipotireoidismo, deverá ser realizada a pesquisa de anticorpos antitireóide (anticorpos antitireoperoxidase - AntiTPO ou anticorpos antimicrossomais) no sentido de se detectar a presença ou não da tireoidite de Hashimoto.
COMO SE TRATA?
Nos casos em que se suspeita de neoplasia maligna, está indicada a cirurgia de retirada completa da tireóide, complementada com tratamento com iodo radioativo e hormônio da tireóide (ver item específico desse site). Em bócios volumosos com manifestações compressivas cervicais também está indicada a cirurgia. Em pacientes com nódulos únicos ou múltiplos e hipertireoidismo pode ser indicado o tratamento medicamentoso e principalmente a administração de doses terapêuticas de iodo radioativo. Nos pacientes com hipotireoidismo está indicado o tratamento de reposição hormonal com tiroxina (T4), em doses adequadas corrigidas de acordo com o peso corporal.
COMO SE PREVINE?
Os nódulos que podem ser prevenidos são aqueles associados a bócios endêmicos (decorrentes de deficiência de iodo). Na presença de nódulos únicos ou múltiplos e de uma história de familiares em primeiro grau também portadores da mesma alteração, devem ser pesquisadas precocemente as neoplasias familiares através de marcadores hormonais ou moleculares. 


8 comentários:

  1. Vai se cuidar querida,a saúde é tudo e seus filhos agradecem,bjsssss

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  2. Oi tudo bem? Como foi o fim de semana?
    Vim avisar que tem uma brincadeira no meu blog pra vc, espero que curta, bjos

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  3. excelente post Geninha!

    eu acabei de fazer meu check-up e deu auteração no resultado meu nódulo cresceu e sairam outros , fiz ultra-som com Doppler colorido é ótimo para analises, tem muitas mulheres que precisam saber que com nódulos nao se brinca, mesmo que sejam um simples nódulo precisamos cuidar.

    bjinhus e obrigada pela visita, amei!

    fatti

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  4. Nossa,super reportagem.
    Adoramos o seu blog,maravilhoso,muito bem feito e estamos te seguindo.
    Glorinha e Rogerio Rinaldi
    Criadores do brinco Look do dia
    http://sbrincos.blogspot.com
    bjs.

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  5. Adorei o post. Estou com hiper desde o inicio do ano,e em maio tive alergia ao tapazol e fiquei muito mal. Agora estou em fase de exames pois não foi diagnosticado nódulos mas o meu t4 oscila de um mês para o outro. Faça sim seus exames pois os hormonios mexem com o nosso corpo por inteiro.
    Obrigada pelo post. Beijinhos Andrea

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  6. Olá Geninha

    Adorei a sua visita, obrigada.

    BJoooooooo..........

    http://amigadamoda.blogspot.com

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  7. Oi Geninha, amei o post, tenho hipotiroidismo mas não tenho nódulos, acredito que seja congênito porque geralmente na familia se expande o problema né, veja vc e sua mãe, ainda bem que é benigno, cuide-se amiga, vc é seu maior bem. Siga seu coração e faça o melhor, adorei a reportagem super esclarecedora, beijos querida, um bom dia!Sua casa é linda, fiquei encantada com o aparador!

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  8. Oi amiga estou sumidinha, mas estou atualizando minhas visitas, senti saudades. Vou comentar aqui nesse post, pois minha irmã operou ano passado, graças a Deus correu tudo bem, apesar que ter sido dado como maligno, ela teria que fazer um novo tratamento e operação, mas no fim tudo chegou no lugar e não precisou mais operar. Enfim uma luta, fiquei imaginando você com a Leticia, ainda bebê e olhar ela hoje linda desse jeito, que emoção. Ainda que cremos que existe uma força maior que nos eleva e nos faz acreditar que a vida vale a pena e que o futuro nos reserva grandes e maravilhosas alegrias. Bjs Eliane

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