quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mude.

Esses dias, estava lendo uma matéria que falava sobre a mudança da casa da Neza Cesar e, dentro dessa matéria, ela questinou algo mais ou menos assim: "Se eu mudei porque minha casa tem que continuar a mesma?". Pois é, também acredito que a casa da gente tem que acompanhar nossas mu - danças internas. 

Talvez, por esse motivo, minha casa esteja em constante reformulação. Mudo os móveis de lugar e, quando não posso, mudo os objetos, troco as almofadas, tudo é válido para externar a mu-dança que ocorre dentro de mim. Neste exato momento, estou fazendo pesquisas sobre o quarto da filha (irei começar a mudança por aqui) e com dúvidas justificáveis sobre o papel de parede: "será que será  é fácil a remoção?" - me questiono. E depois de muito pensar, a dúvida ainda prevalece. Não gosto de coisas fixas, que me passem a impressão de que não poderá ser mudado (Freud explica). 

Uma tinta é simples, você enjoou troca, não condiz com teu humor atual, que em um dado momento pedia por cores calmas e agora pede por vibrantes, troca e ponto. Já o papel de parede é um pouco mais complicado, né?! Requer mão de obra especializada, maior custo, maior cuidado etc.  Consultei a filha ontem sobre as duas propostas (é importante dizer que a primeira é uma escolha minha e a segunda foi uma escolha baseada sobre o que ela gosta) e, incrivelmente, ela gostou da minha proposta. 

Isso quer dizer que a pequena também mudou. E amanhã? Se ela mudar novamente? A difícil remoção do papel de parede é algo realmente a se pensar. De qualquer maneira vou esperar a  pequena chegar para decidirmos melhor. :)

A escolha do papel de parede roxo (aqui) foi baseada nesse quarto que a pequena me passou. Mas, ela incrivelmente optou pela proposta, segundo ela, infantil (papel de parede pássaros). :)

já o pequeno, não tem dúvidas, ele quer papel de parede metálico frente a mesa de lições:

Link

Nesta foto não lembra gotas de chuva?

Mude

Mude.
Mas comece devagar, 
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino. 
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas. 
Mas não é isso o que importa. 
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
(Edson Marques)

2 comentários:

  1. tambem gosto de mudar a casa as vezes, lindo estes papeis de parede
    boa quarta, beijinhos

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  2. Amei as escolhas, louca pra ver depois de pronto!
    Bjs

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